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O desafio de reinventar

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Com a possível retração de 3% do PIB brasileiro em 2016, a retomada da economia ainda é uma incógnita. Na esteira de notícias negativas que assolam a saúde financeira do país, diferentes setores do mercado sofrem constantes quedas em suas demandas, extinguindo postos de trabalho e aumentado o desafio de fazer mais com menos. Situações como a recente demissão em massa no polo naval de Rio Grande, onde 3,2 mil trabalhadores perderam seus empregos, ainda ameaçam qualquer esboço de crescimento no cenário gaúcho e são exemplos do que ocorre também em outros segmentos da nação.

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Diante desse quadro, um ponto em comum interliga todas as projeções econômicas para 2017: a necessidade de se reinventar. O discurso pode soar corriqueiro entre tantas análises, mas faz-se necessária uma revisão clínica para aproveitar melhor nossos recursos, agilizar processos e otimizar resultados. O exercício é para todos, sem exceção. No que compete às empresas, o redesenho das estruturas deverá estar alinhado à periódica avaliação de suas equipes. Se recentemente ocorreu uma redução média para cerca de 60% da operação, em uma possível retomada de crescimento haverá o receio de investimentos devido às incertezas. Isso exigirá o emprego de soluções inteligentes para atender a demanda sem aumentar custos, estimulando o engajamento de equipes através de gestões mais próximas.

Quanto aos profissionais que seguem em seus cargos, o próximo ano será momento para praticar a resiliência e pensar no autodesenvolvimento. Não se admite mais frases como “Eu não sou contratado para isso”. Independente do posto que ocupa na hierarquia, o trabalhador terá a missão de assumir novas tarefas, reforçando a tendência de perfis multifunções. Em períodos de crise como este, é importante compreender as dificuldades da organização e estar aberto a mudanças internas, que podem representar grandes oportunidades para boas ideias. Atualizar suas capacitações e assumir a liderança das soluções farão a diferença.

Já para quem busca recolocação no mercado, além da resiliência, 2017 cobrará maior paciência com processos de seleção cada vez mais longos e rigorosos. Novos conceitos do mercado acarretarão na redução de salários, especialmente para cargos mais estratégicos – queda estimada de 30% a 40% nos rendimentos. E não haverá espaço para lamentações. As empresas buscam profissionais qualificados, experientes e que, acima de tudo, estejam preparados para atuar como donos do negócio. Quem chegar “comprando a briga” neste momento, poderá ser recompensado logo adiante.

 

Por Fábio Souza


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