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As eternas vítimas no ambiente corporativo

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Bernt Entschev

Todo mundo conhece alguém que age como vítima. São pessoas que dramatizam situações, têm pena delas mesmas, criam um círculo vicioso de hábitos que comprometem sua atuação profissional e suas vidas pessoais. Frases como “não tenho sorte”, “nada dá certo para mim”, “não sou valorizado”, são comuns a elas. O pessimismo e o derrotismo fazem parte de seu dia a dia. Eu mesmo conheço alguém que invariavelmente se lamenta da má sorte, e por incrível que pareça, mesmo na boa sorte ele lamenta que não ganhou o suficiente. 

Claro que nenhum sucesso pode advir desse comportamento. Se você em algum momento se identificou com a descrição acima, é hora de mudar.  Veja algumas sugestões para essa mudança. Primeiro, esteja aberto aos feed backs que recebe de seus líderes, colegas de trabalho, amigos e parentes. Mesmo que não receba feedbacks voluntariamente, solicite, é vital recebe-los. Depois é preciso saber ouvir e não responder com as frases de hábito, que sempre culpam algum fator externo para os fracassos pessoais. Depois, reflita sobre o que ouviu e tente chegar à conclusão do que pode fazer para mudar, mesmo que ceticamente. Compartilhe esse sentimento com a pessoa que lhe deu o retorno. Então, trace um plano de ação para melhorar.

O líder e a vítima 

Se você é chefe de alguém assim, fique atento para ser justo e não comprometer sua equipe. Algumas vezes o próprio grupo pode ajudar. Inicialmente, é preciso identificar pessoas que se sentem vítimas. Discuta abertamente explicando sua visão de por que ele é assim. Utilize exemplos para chamar a atenção desse profissional.  A seguir, ajude-o a melhorar. Faça com que tenha tarefas menores para que atinja suas metas e aumente aos poucos sua auto-estima. Pequenas vitórias vão fazê-lo sentir-se mais confiante e prepará-lo para responsabilidades maiores.

Eventualmente, pessoas com comportamento vitimizador precisam de ajuda especializada, de um psicólogo, coach ou mentor que possa conduzí-las a encontrar novas formas de pensamento. Se for esse o caso, encaminhe esse colaborador a quem possa efetivamente auxiliá-lo. Este é um caminho benéfico tanto para ele quanto para a empresa.


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